Topo

Notícias

PSB Nacional se distancia de projeto liderado por Dilma

27/Setembro/2013
Increase_font Decrease_font

Possível candidatura de Eduardo Campos aproxima sigla de setores do PSDB.

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado José Sarto, afirmou nesta sexta-feira (27) que o grupo político ligado ao governador do Ceará, Cid Gomes, deixou o PSB porque a direção nacional da sigla está se "distanciando" do projeto liderado pela presidente Dilma Rousseff e se aproximando de um projeto antagônico defendido por setores do PSDB.

Sarto na tribuna do Plenário 13 de MaioPara Sarto, a possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência da República em 2014 ainda não foi explicada, pois falta ao pernambucano apresentar argumentos para justificar o não apoio à reeleieção de Dilma. Segundo ele, essa é a principal razão que levou o grupo político ligado ao governador cearense a anunciar na última quinta-feira (26) a saída do PSB. "Quem está se distanciando de sua origem não é o governador do Ceará, é o PSB Nacional". O destino politico do grupo será anunciado em reunião realizada na noite desta terça-feira (1º).

Ele avaliou que a saída de centenas de filiados torna o PSB um partido de pouca expressão no Ceará. A sigla, de acordo com ele, "apequenou-se" ao perder nove deputados estaduais, quatro federais, além do governador cearense, do prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio e de dezenas de prefeitos e vereadores de municípios no Inteiror.

O deputado lembrou que, em 2010, ao término do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando um ciclo da gestão petista no País, o ex-ministro Ciro Gomes era o nome mais cotado para disputar a Presidência da República pelo PSB, sucedendo Lula. Contudo, Eduardo Campos, que agora defende candidatura própria, foi contra o nome de Ciro, e bancou o apoio à Dilma, então pouco conhecida pela população brasileira.

"À época, Ciro podia apresentar candidatura com substância e densidade eleitoral, já que, segundo pesquisas, detinha de 17% a 23% de intenções de voto, mas, em virtude do projeto de Governo, a candidatura foi abortada. Enquanto Eduardo Campos, segundo pesquisas apresentadas, detém hoje apenas 4 % das intenções de voto, mas escolheu hostilizar o projeto petista”, comparou.

Para Sarto, a postura de Campos é contraditória e revela que se trata de uma empreitada pessoal do político pernambucano, faltando a ele defender divergências programáticas que sustentem sua postura. 

Sarto criticou ainda o convite feito pelo PSB Nacional à ex-prefeita Luizianne Lins e ao deputado Heitor Férrer (PDT) para se juntar a sigla. “São políticos que fazem oposição ao Governo Estadual e que não vão sair de onde estão. O convite foi feito apenas para conturbar a ambiência partidária”, ressaltou.

Ao tratar do apoio recebido por Campos de um grupo minoritário do PSB no Ceará, o líder do Governo na AL remontou à eleição para presidente da Câmara dos Deputados do biênio 2001-2002, quando o ex-deputado federal cearense Sérgio Novais (PSB) votou no senador tucano Aécio Neves, à época deputado federal, contra a candidatura de uma frente de esquerda formada por PDT, PT e PCdoB, representada pelo hoje ministro e então deputado federal Aloízio Mercadante (PT).

Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
E-mail:
agencia@al.ce.gov.br
Twitter:
@Assembleia_CE